
O futuro do trabalho não é mais uma previsão: ele está sendo construído agora, dentro das áreas de RH e T&D.
À medida que tecnologias como Inteligência Artificial (IA), automação e análise de dados evoluem, cresce a expectativa de que as equipes de RH e T&D se tornem estrategistas do capital humano, capazes de conectar desenvolvimento, performance e inovação.
O relatório mais recente do World Economic Forum, 2025-2030, aponta que 6 em cada 10 profissionais precisarão desenvolver novas competências nos próximos anos.
Nesse cenário, a aprendizagem contínua e a cultura skill-based ganham o papel de pilares para a sustentabilidade do negócio e para a evolução das pessoas.
Para Raquel Moraes, Head de Desing da Afferolab, esse ‘novo momento’ exige do RH e T&D um posicionamento estratégico dentro das organizações.
Para atender da melhor forma as demandas, Raquel orienta que RH e T&D estejam atentos à transformação digital e cultural, trazendo áreas como TI e compliance (LGPD) para perto.
Outro caminho salientado é a construção de ações de letramento digital conectadas à cultura e à estratégia da empresa.
Retorno sobre investimento (ROI) e suas variações estão mais presentes na mesa do RH e T&D e a tendência é que isso se torne rotina.
Os dados do treinamento e desenvolvimento passam de números, muitas vezes, esquecidos em planilhas para ferramentas de inteligência organizacional.
A tendência é que as métricas, dentro do contexto de People Analytics, ganhem o reforço da IA e algoritmos preditivos para apoiar decisões sobre contratação, desenvolvimento, sucessão e engajamento.
Para Luciana Negreiros, Head de Upskill e Consultoria da Afferolab, medir é parte fundamental da gestão estratégica de T&D: ‘é o que revela se o investimento feito em tempo, recursos e pessoas de fato transforma indicadores e impulsiona o negócio’, explica.
Em 2026, RHs/T&Ds devem ser capazes de correlacionar dados de aprendizagem com indicadores de performance, turnover e resultados financeiros para traduzir insights em narrativas estratégicas.
E nesse processo cabe outro desafio: saber quais dados usar e qual história será contada por eles.
Luciana Negreiros lembra que, para superar esse desafio, é essencial compreender ‘o porquê’ e ‘para quem’ são as entregas da área. ‘Métricas sem propósito correm o risco de virar vaidade’, reforça.
Ela ressalta serem os indicadores certos aqueles que permitem ao RH e ao T&D demonstrar com clareza às ações mobilizadoras de resultados e aceleradoras do negócio.
A Inteligência Artificial passa diretamente para a cabine de controle, com um papel central de ampliar a capacidade humana em tarefas repetitivas e de alta complexidade.
No contexto de RH e T&D, a IA já é capaz de:
Maurício Pontuschka, CTO da Afferolab, acredita que a IA será uma aliada indispensável na rotina das áreas de RH e T&D, desde a automação de tarefas administrativas até o suporte à criação e análise.
Ele cita exemplos como a construção de brainstorms, a organização de tarefas, a geração automática de atas e de resumos executivos.
A próxima fronteira é a integração entre humanos e agentes inteligentes. Times formados por pessoas e digital coworkers já aparecem em áreas de suporte, atendimento e até liderança de projetos.
Segundo Alessandra Lotufo, Managing Director da Afferolab, três em cada dez líderes globais já contam com agentes de IA para apoiar o trabalho diário e o Brasil segue a mesma tendência.
O Latin America Digital Report mostra que o país ocupa a primeira posição no uso global do ChatGPT, com 53 milhões de pessoas dedicando em média nove horas por dia à tecnologia.
Essa transformação, embora silenciosa, é profunda: o trabalho híbrido deixa de significar remoto + presencial, e passa a representar a colaboração entre humanos e inteligências artificiais.
Em T&D e RH, “coaches digitais” e “learning copilots” que atuam lado a lado com pessoas, ajudando a diagnosticar necessidades, sugerir microaprendizagens e acompanhar a evolução de cada colaborador já são realidade, com projeções de avanços profundos em 2026.
A experiência do colaborador (employee experience - EX) consolida-se, como uma das principais métricas de negócio.
Organizações que projetam experiências integradas — do onboarding ao offboarding — contam com maior engajamento, retenção e produtividade.
Em 2026, UX e EX se unem: o design da experiência passa a incluir aprendizado, carreira, cultura e propósito em um só fluxo.
Algumas empresas já medem o Employee Lifetime Value, indicador que conecta experiência a resultado de longo prazo.
Nesse cenário, o uso de Plataformas digitais de aprendizagem se torna um apoio de dados, inteligência e de entrega de experiências de desenvolvimento.
Daniela Passos, coordenadora de Conteúdos Digitais da Afferolab, explica que uma solução LMS+LXP garante que todos os colaboradores recebam informações alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa, reduz erros de comunicação e acelera o onboarding.
Gôndola de cursos, almoxarifado de objetos educacionais, as plataformas de aprendizagem precisam e devem ser ressignificadas como ecossistemas de desenvolvimento dinâmico e integrado.
O modelo mais adequado, para suportar o somatório de desafios propostos pela rapidez das mudanças do mercado e o contexto skill-based está em plataformas híbridas LMS+LXP.
As vantagens das plataformas LMS+LXP são:
Permite configurar trilhas, turmas e avaliações com rigor quando necessário, mas também abrir playlists e conteúdos livres para estimular autonomia e aprendizagem contínua.
Em 2026, a tendência é clara (Arnaldo), entramos na fase do gerúndio - estou aprendendo, estou fazendo – e aqui as plataformas LMS+LXP caminham junto ao modelo skill-based e a programas de upskilling e reskilling na construção desse T&D contínuo.
Um cenário onde mapear, desenvolver e mensurar competências faz parte do dia a dia dos profissionais de desenvolvimento, mas também de lideranças e dos próprios aprendizes.
O modelo skill-based redefine a forma como as organizações estruturam pessoas, cargos e carreiras.
A lógica de “posição” dá lugar à de “competência”, permitindo mais mobilidade, equidade e eficiência.
Para 2026, as projeções são de crescimento exponencial desse modelo. Raquel Moraes comenta que esse novo olhar já impacta processos seletivos, em que se olha menos para o diploma e mais para as habilidades práticas, que podem ser comprovadas a partir de hackathons, cases e experiências aplicadas.
Porém, o grande desafio, para Raquel está na gestão de experiências educacionais que consigam atender a todas as gerações que estão no mercado do trabalho no momento.
A solução para resolver este xadrez educacional está no uso de Plataformas digitais que consigam atender demandas distintas em escala e, principalmente, que consigam gerar dados confiáveis para estratégias de aprendizagem contínua e eficaz.
O futuro é digital, humano e orientado por competências e em 2026, as fronteiras entre tecnologia, desenvolvimento e estratégia começam a se tornar mais finas.
Logo, o RH e o T&D do futuro serão inteligências centrais da transformação organizacional, integrando IA, dados e cultura skill-based para construir ambientes de aprendizagem contínua e de alto desempenho.
O futuro do trabalho será digital, mas profundamente humano e as empresas que entenderem isso primeiro estarão um passo à frente.

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