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July 24, 2025

Skill-based e soft skills: as novas habilidades que estão transformando o jeito de aprender e trabalhar

A revolução pela qual o mundo do trabalho está passando é silenciosa, mas profunda e com impactos diretos no treinamento e desenvolvimento (T&D)

Alessandra Lotufo, MD da Afferolab, durante o CBTD 2025, explicou como novas habilidades estão emergindo e culminando na era do modelo skill-based.  

Habilidades como empatia e criatividade ganham relevância e abrem novas exigências emocionais para um desenho profundo dos valores associados ao trabalho.

Neste artigo, reunimos os principais destaques do painel e o que eles nos dizem sobre o futuro da aprendizagem corporativa.

Do cansaço crônico à aprendizagem com propósito

Vivemos hiperestimulados, bombardeados por feeds infinitos, múltiplas notificações e relações cada vez mais superficiais. A consequência? Uma sociedade cansada, ansiosa, solitária e em busca de sentido.

Neste cenário, o T&D passa a ter um papel central, deixando de lado as agendas de treinamentos obrigatórios e o ‘repositório’ de conteúdo.  

Segundo Alessandra, aprender precisa ser uma experiência significativa, conectada à vida real das pessoas, pois não estamos mais em um cenário único, onde o aprender fazia parte de tarefas e obrigações.

Alessandra explica que a própria ideia de performance precisa ser redefinida, pois não estamos mais em um contexto em que as cobranças são feitas por base em entregas objetivas e obediência a processos.  

A performance está ligada à capacidade de expressão, conexão e experiência. As pessoas não querem ser executoras de tarefas, querem ser vistas, ouvidas e reconhecidas como um ser integral.

E de acordo com Alessandra, o desafio para as corporações está em criar ambientes de aprendizagem que promovam presença verdadeira e relações de qualidade.

O comportamento como centro da inovação

No mundo onde tudo é descartável e visibilidade é medida em likes, o comportamento se tornou o centro das atenções.  

Alessandra detalha a cultura algorítmica como modeladora, pois ela premia comportamentos, criando bolhas digitais que influenciam as dinâmicas humanas.

Nas organizações, essa cultura contamina a ideia de performance ao passo que estimula o desempenho com algoritmos, e não com uma entrega substancial.  

A performance ficou crônica. É a performance do ‘eu tenho que fazer e mostrar que isso deu certo o mais rapidamente possível'.  

Alessandra Lotufo, MD da Afferolab.

Essa dinâmica gera ansiedade e distorções. E o desafio do T&D é equilibrar velocidade com profundidade, estímulo com bem-estar.

Uma das formas de conduzir essa mudança de forma saudável é desenvolver soft skills como:

  • Agilidade e inteligência emocional
  • Autoconhecimento
  • Capacidade de lidar com fricções e antagonismos

A liderança como catalisadora de vínculos

A liderança deixou de ser uma função de comando há muito tempo, ela agora tem o papel estratégico de criar vínculos humanos verdadeiros, em que as relações de confiança e segurança são parte essencial para trabalhar vulnerabilidades e aprendizagem.

Um dos drivers muito importantes hoje da cultura do trabalho é a experiência. Eu quero me conectar. Eu tenho déficit de conexão verdadeira nas mídias sociais, na cultura algorítmica. O trabalho passou a ter que dar conta disso, porque as relações íntimas, físicas, pessoais, estão deficitárias e, como eu quero conexão, eu busco isso no mundo do trabalho, também.

Alessandra Lotufo, MD da Afferolab.

A partir desse cenário, Alessandra faz um convite aos líderes para que deixem de lado a cultura algorítmica e mergulhem em uma cultura onde o alto desempenho é desenvolvido e trabalhado.  

A proposta da Afferolab é um framework baseado em quatro pilares:

  • Bond: vínculos de qualidade e confiança.
  • Fit: alinhamento genuíno com propósito e cultura da organização.
  • Agility (agilidade de adaptação): capacidade de aprender e se transformar.
  • Delivery (entrega): performance com constância e profundidade.

Alessandra explica que o framework, tese autoral da Afferolab, integra uma lógica interdependente, permitindo que, a partir de falhas na entrega (Delivery), seja possível identificar em qual, ou quais, dos pontos mencionados acima ocorreu a falha.

Skill-based: a nova lógica de desenvolvimento

A lógica tradicional, baseada em cargos e diplomas, está cedendo lugar para um modelo skill-based, em que as habilidades reais e observáveis são o centro da gestão, do desenvolvimento e da aprendizagem.

A transição, em curso, é uma resposta direta à volatilidade do mercado. As organizações estão migrando de estruturas rígidas para experiências fluidas, onde o protagonismo do colaborador é impulsionado por conhecimento com aplicabilidade, frameworks de competências que integram racionalidade, relação e transversalidade.

Esse modelo favorece:

  • Recrutamento mais eficiente;
  • Retenção de talentos;
  • Evolução rápida de profissionais técnicos para posições de liderança.

O ponto de atenção nesse aspecto é a urgência de equilibrar microcertificações com aprendizagem profunda, capaz de formar pensamento crítico, visão sistêmica e maturidade.

Por fim

De funções fixas para capacidades dinâmicas; de planos de carreira lineares para experiências fluídas; de gestão tradicional para gestão orientada a habilidades.

Transformar o jeito de fazer T&D é uma urgência. O mundo do trabalho pede um novo olhar, mais humano, conectado e estratégico.

E as organizações que entenderem isso sairão na frente, criando culturas de aprendizagem mais saudáveis, relevantes e de alta performance.

Mais do que uma consultoria de treinamentos, atuamos como um ecossistema de aprendizagem, promovendo experiências de alto impacto, significativas, memoráveis e feitas para melhorar a vida de gente como a gente.

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